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Geise Moreira caderno de design Vamos conversar
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Pesquisa · SIEPE Unoesc · Ergonomia cognitiva

A inteligência é artificial.
A experiência
é humana.

Interfaces com IA que respeitam a atenção, a compreensão e a capacidade de decisão de quem usa.

Explore a experiência
Ilustração da Geise de perfil, sorrindo, em tons de lilás.

compare os dois lados

Qual interface é mais fácil de entender?

Três situações do dia a dia com IA, cada uma desenhada de dois jeitos. À esquerda, o problema. À direita, o que o design muda.

exemplos ilustrativos: pode clicar!

  • 1. planejar o dia

    o problema

    Informação em excesso

    Muitas opções, pouco contexto.

    • Hoje
    • Planejamento
    • Projetos
    • Etiquetas
    • Mais
    O que você quer fazer?Gerar

    ↓ sobrecarga: tudo aparece de uma vez, com o mesmo peso

    TodasTrabalhoPessoalEstudosOutros
    • Revisar artigoAlta09:00
    • Preparar apresentaçãoMédia10:00
    • Responder e-mailsMédia11:00
    • Estudar ergonomiaBaixa14:00
    • Organizar arquivosBaixa16:00

    ↑ opacidade: a IA deu as prioridades, mas não explica por quê

    a solução

    Clareza para decidir

    Uma sugestão objetiva, com explicação e controle.

    ✦
    Sugestão da IA · confiança alta Comece revisando seu artigo. É a tarefa mais importante do dia e tem o prazo mais próximo.

    ↑ uma sugestão só, com o nível de confiança à vista

    • ◷
      Hoje, 09:00 – 10:30
      Alta prioridade
    • ▤
      Revisar artigoFocar na seção de resultados. Estimativa de 1h30.

    ↑ o motivo fica guardado: só aparece se você quiser

    ↑ quem decide é você, e dá para voltar atrás

  • 2. escolher o que assistir

    o problema

    Escolhas demais, nenhum motivo

    A IA recomenda, mas não diz por quê.

    Recomendados para você

    ↓ sobrecarga: oito opções e nenhum critério

    • Cidade Neon
    • Mar de Inverno
    • O Farol
    • Raízes
    • Órbita
    • Duna Rosa
    • Silêncio
    • A Ponte

    ↑ opacidade: por que esses? a IA não conta

    O próximo começa em 5 segundos…5

    ↑ sem controle: ele começa sozinho

    a solução

    Uma recomendação que se explica

    Menos opções, com o motivo e o controle à vista.

    Cidade Neon
    Sugestão da IA Cidade Neon 92% de chance de você gostar

    Porque você assistiu Mar de Inverno e curte suspense.

    ↑ o nível de confiança e o motivo, em uma linha

    ↑ você ensina a IA, e pode desfazer

  • 3. revisar uma mensagem

    o problema

    A IA mudou o seu texto sem avisar

    Você escreveu uma coisa e apareceu outra.

    sua mensagem

    Prezados colaboradores, informamos que a reunião foi reagendada para quinta-feira. Solicitamos a gentileza de providenciarem os relatórios.

    ✓ Texto melhorado automaticamente

    ↑ opacidade: o que mudou? não dá para saber

    sem volta: o seu jeito de escrever sumiu

    a solução

    Sugestões que você escolhe

    O texto continua seu. A IA só aponta o que pode melhorar.

    sua mensagem

    Oi pessoal, a reunião mudou pra quinta. Tragam os relatório.

    ↑ cada mudança aparece marcada

    • Ortografiapra → para
    • Concordânciaos relatório → os relatórios

    ↑ você aceita ou ignora, uma por uma

o que a pesquisa encontrou

Três desafios para a mente

A IA pode ampliar nossas capacidades, mas também traz novos riscos para a experiência.

Sobrecarga

Mais informação do que conseguimos processar.

Opacidade

Decisões sem explicação geram incerteza.

Confiança mal calibrada

Confiar demais, ou de menos, pode levar a escolhas ruins.

e como o design ajuda

Onde o design faz a diferença

As práticas que a pesquisa encontrou na literatura. O design pode:

Mostrar a confiança

Indicar o quanto a IA tem certeza de cada sugestão.

Revelar aos poucos

A informação aparece conforme a pessoa precisa dela.

Permitir desfazer

Dar controle para revisar, ajustar e voltar atrás.

sobre a pesquisa

Da pesquisa à experiência

Revisão bibliográfica narrativa sobre design, inteligência artificial e ergonomia cognitiva.

Autoras
Geise Moreira e Valentina Delanoy
Orientação
Prof. Eduardo Cipriani Schwengber
Bases
Google Acadêmico, SciELO e periódicos de HCI
Autores-base
Sweller (1988) e Hollender et al. (2010)
Ler o resumo completo

A importância do profissional de design na criação de interfaces com IA que preservem a ergonomia cognitiva do usuário

Introdução: A ergonomia cognitiva estuda a adequação de sistemas às capacidades de processamento mental do usuário, tendo a carga cognitiva como um de seus conceitos centrais, definida como a demanda de processamento exigida para operar um sistema (Sweller, 1988). A Inteligência Artificial está cada vez mais presente em interfaces, por meio de chatbots, sistemas de recomendação e personalização automática, que nem sempre comunicam com clareza seus critérios de funcionamento. Segundo a literatura revisada, essa falta de transparência pode estar associada a riscos como sobrecarga de informação e confiança mal calibrada, reforçando a importância da curadoria de um profissional de Design. O designer é apontado como responsável por traduzir a capacidade técnica da IA em usabilidade real.

Objetivo: Investigar, por meio de revisão bibliográfica, a importância do designer como mediador entre a capacidade técnica da Inteligência Artificial e uma experiência de uso cognitivamente adequada. Buscou-se levantar os principais riscos cognitivos associados ao uso de IA em interfaces, como sobrecarga, opacidade e confiança mal calibrada; discutir o papel do designer nessa mediação; e identificar práticas de design capazes de mitigar tais riscos.

Método: O desenvolvimento desta pesquisa fundamentou-se em uma revisão bibliográfica de caráter narrativo, realizada em bases como Google Acadêmico, SciELO e periódicos de Interação Humano-Computador (HCI), reunindo estudos sobre a Teoria da Carga Cognitiva e sobre a inserção da Inteligência Artificial no processo de design, com base em Sweller (1988) e Hollender et al. (2010).

Resultados: A pesquisa possibilitou sistematizar os principais riscos cognitivos discutidos na literatura: sobrecarga, opacidade e confiança mal calibrada. Identificaram-se práticas de design associadas à mitigação desses riscos, como a indicação do nível de confiança das sugestões da IA, a divulgação progressiva de informações e a garantia de reversibilidade das ações do sistema. A literatura indica que a atuação do designer contribui para mitigar esses problemas, traduzindo a capacidade técnica da IA em decisões de projeto voltadas às necessidades cognitivas do usuário.

Conclusão: Compreendeu-se como a Inteligência Artificial em interfaces pode ampliar a carga cognitiva do usuário, atendendo ao objetivo geral proposto. Reforçou-se o papel do designer como mediador entre a técnica e a experiência humana, já que a tecnologia por si só não garante boas experiências: é o olhar do designer que a torna acessível e equilibrada. Este trabalho contribuiu para conscientizar empresas de software e o público em geral sobre a importância de integrar profissionais de Design no desenvolvimento de interfaces com IA.

  • Inteligência artificial
  • Profissional de design
  • Ergonomia cognitiva
  • Experiência do usuário
  • Usabilidade